segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Biografia: After Forever

Tudo começou na Holanda em 1995 por iniciativa de Sanders Gommans e Mark Jansen que se juntaram para fazer alguns covers de Death Metal, nessa época se apresentavam sob o nome de Apocalypse.
Seguiram assim por dois anos, até que a entrada da soprano Floor Jansen provoca uma transformação total na banda, que passa a ter composições próprias e a sonoridade voltada para o Gothic/Symphonic, tendo como principal compositor Mark. Logo sentem a necessidade de rebatizar a banda com um nome menos comercial e que passasse a representar melhor a nova fase, a escolha foi After Forever (sim, o nome veio de uma canção do Black Sabbath).






Como primeira formação da banda temos:



Sanders Gommans (vocais guturais e guitarra):

Mark Jansen (vocais guturais rasgados e guitarra e principal compositor nos primeiros anos da banda)

Floor Jansen (vocal lírico)

Luuk van Gerven (baixo)

Jack Driessen (teclados e sintetizadores)

Joep Beckers (bateria)


Não, Floor e Mark não são parentes, é apenas uma coincidência...

Somente em 1999 vieram os primeiros registros oficiais, as demos "Ephemeral" e "Wings of Ilusions".
Rapidamente essas demos trouxeram retorno, Floor que tinha apenas 19 anos na época, impressionava por sua técnica e afinação. Das várias gravadoras das quais receberam propostas, escolheram um selo local, a Transmission Records.

Em 2000 nascia o primeiro álbum completo da banda intitulado "Prison of Desire".
Estrearam muitíssimo bem nesse cenário de bandas com vocais no estilo "Beauty and the Beast" que encontrava-se em plena ascensão na época.
O instrumental pesado ao mesmo tempo em que encaixava momentos mais eruditos/orquestrados, e a perfeita afinação de Floor em um belo contraste com os guturais de Sanders e Mark.
A capa e a intro "Mea Culpa", sintetizam a inspiração pro tema do álbum, que trata da religiosidade sobre os sentimentos humanos, sobre nossas condutas e conflitos existenciais.
Praticamente todas as faixas se tornaram grandes hinos da banda, mas destaco aqui "Follow In The Cry", "Leaden Legacy" e "Beyond Me" que encerra o álbum, tem que ser citada por além de ser uma bela baladinha, ainda contar com a participação de Sharon Den Adel, vocalista da banda (também holandesa) Within Temptation.

O segundo registro veio rapidamente e as alterações na formação da banda também, saem Joep e Jack, sendo substituídos por André Borgman e Lando Van Gils respectivamente.
"Decipher" foi lançado em 2001, acabou sendo uma continuidade natural do álbum de estréia, porém superior em técnicas vocais, harmônicas e de arranjos, adicionaram ao peso das guitarras e vocais guturais instrumentos como o oboé, violino, viola, violoncelo, cítara.
A quarta faixa do disco "Emphasis" ganhou um videoclipe que ajudou a aumentar a popularidade da banda, já que foi bastante divulgada na TV holandesa.
Com a grande repercussão os dois fundadores começam a ter divergências quanto ao rumo musical que seguiriam; Mark pendia mais para o Gothic/Doom enquanto Sanders o Progressivo.

Em 2002 Mark já não fazia mais parte da banda (no mesmo ano fundou o Epica). Para seu posto foi chamado o guitar tech da banda Bas Maas.

O próximo passo foi o lançamento de um EP e DVD batizado de "Exordium" que contém 6 faixas, sendo duas delas covers, uma de "The Evil Tha Man Do" do Iron Maiden que ficou sensacional e a emocional "One Day I'll Fly Away", conhecida na belíssima voz da cantora de Jazz Randy Crawford.
As outras faixas são: "Line of Thoughts", "Beneath", "My Choice" e "Glorifying Means".

Em 2004 os holandeses entraram em estúdio para produzir o primeiro álbum conceitual da banda, é nesse álbum que o rumo mais progressivo que Sanders queria começou a acontecer.
"Invisible Circles" gira em torno de uma menina de 14 anos, filha indesejada de um jovem casal que está passando por diversos conflitos internos e externos, com a relação em ruínas... Creio que essas composições possam ser usadas em sala de aula para contextualizar e extrair vivências de alunos, levantando discussões e possivelmente ajudando a identificar situações semelhantes e de quebra, ajudar a desmarginalizar o Heavy Metal para a sociedade, mostrando que Heavy Metal não fala só de demônio (pensamento totalmente errôneo que permeia o senso comum até hoje). Enfim, fica a dica aos nossos professores Metalheads.
Outras faixas em destque são "Blind Pain" onde ocorre a discussão entreo casal, "Between Love and Fire" que explora o dualismo da relação e "Eccentric", é a baladinha mais dolorida da banda, mostrando os sofrimentos da menina e o seu sentimento de não querer ser igual a eles (seus pais). Ouso também dizer que quem sofre/sofreu bullying na Escola se identificará e muito com essa letra, isso digo por experiência própria...
Esse álbum é fantástico por explorar um tema tão universal e doloroso, que pode ser "rotina" de muitas pessoas... E que ainda consegue trazer tudo com um lirismo incrível.
Caso algum professor ou psicólogo venha a usar esse álbum em alguma atividade escolar/social, peço encarecidamente que me mande uma mensagem contando a experiência depois.

Ainda em 2004, a formação da banda sofreu outra alteração. O tecladista Lando Van Gils deixa a banda e quem assume seu posto é Joost Van Den Broek.

O quarto álbum veio em Setembro de 2005, "Remagine" pouco lembra o teor gótico que permeava a fama da banda e apresenta composições mais diretas, mais pesadas e com muitos riffs de Heavy tradicional. Posso dizer que aqui muitas composições soam mais otimistas, como em"Boundaries Are Open". A "Only Everything" possui uma atmosfera bem diferente de tudo o que a banda já havia experimentado. "Forever" é outra faixa que destaco por suas melodias e por seu teor "dramático". Nesse álbum cada faixa trata de um tema diferente.
"Being Everyone" ganhou um videoclipe filmado nas cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, mesclando cenas em cima do palco e do cotidiano das cidades citadas.

No ano de 1996, começou uma saída conturbada do After Forever de sua gravadora, a banda alegava descontentamento com a pouca promoção que a Transmission fazia de seus álbuns. Mesmo depois de encerrarem contrato, a gravadora lançou uma compilação sob o nome "Mea Culpa" contendo raridades e faixas ao vivo. Fato que incomodou um pouco os integrantes na época.

A próxima gravadora a assinar contrato com Sanders e companhia foi a alemã Nuclear Blast.
Em 2007 saiu o álbum homônimo, que se mostra uma continuação natural de "Remagine" (não tivemos nada inovador aqui).
A performance de Floor sempre impecável tanto em estúdio quanto ao vivo; as composições foram passando do Gótico pro Heavy tradicional, porém sempre com a fórmula singular da banda.
As faixas que se destacam são "Discord" e "Evoke" que já abrem o álbum em grande performance, "Equally Destructive" com seu peso, "Dreamflight" que é um épico de mais de 10 minutos (que só a escutando para se ter uma ideia do poder dela), como saudosista dos tempos góticos da banda destaco "Cry With Smile", em "Who I am" temos a participação de Doro Pesch e um cover de "Lonely" do Heart.

A banda anuncia logo no começo de 2008 uma pausa nas atividades, Sanders Gommans vinha apresentando sucessivos problemas de saúde devido à staff (inclusive teve episódios em que sofreu convulsões em pleno voo), mais tarde foi diagnosticado com Síndrome de Bournout, que é a Síndrome do Esgotamento Profissional.

Mesmo com a banda excursionando o mundo e fazendo sucesso, Sanders nunca parou de dar aulas.
Durante esse hiato da banda, chegou a dar algumas entrevistas afirmando que retornariam aos palcos sim, mas que não haviam previsões... Até que no dia 05 de Fevereiro de 2009 (dia do meu aniversário, diga-se de passagem), foi anunciado o fim definitivo do After Forever.




Todos os integrantes começaram ou continuaram com seus projetos paralelos, Floor fundou o Revamp e tempos depois acabou assumindo o posto de frontwoman do Nightwish, onde permanece até o presente momento.

Mark construiu uma estrondosa carreira com o Epica.
Bas Maas segue como guitarrista de Doro Pesch e Sanders se dedica ainda hoje lecionando e teve uma banda projeto de Thrash Metal chamada HDK, onde convidava vários nomes como Arien Van Weesenbeek, André Matos e Amanda Somerville.             
  
Por mais que pareça que "a banda acabou logo", foi e ainda é muito impactante o trabalho realizado.
Vale a pena conferir e agregar mais um nome à sua lista de bandas conhecidas.



Deixo abaixo uma ótima apresentação da banda no festival ProgPower USA:




E também o videoclipe oficial de "Digital Deceit" do álbum "Invisible Circles":





 
By Harumi







       
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Roger Waters, política e o silêncio



Sobre Roger Waters, política e silêncios ensurdecedores

Muito já se foi falado sobre o show de Roger Waters em São Paulo no dia 09 de outubro, vi muitos e muitos comentários sobre o assunto e não pretendo discorrer novamente sobre assuntos que vocês provavelmente já leram e discutiram também.

Tive a possibilidade de estar presente nesse show que para mim foi um show sensacional, e a posição de Waters sobre Bolsonaro em minha opinião não foi nenhuma surpresa, uma vez que ele sempre teve esse tipo de atitude em sua carreira.

O que me incomodou de uma forma estranha naquele dia, mais do que as próprias vaias, e que me incomodou mais ainda a cada reportagem ou comentários que eu lia sobre o assunto, foi constatar que um número muito grande de pessoas repetia o discurso de que ele não deveria ter dado a opinião dele, de que shows devem ser apenas de música, blá blá blá...

Essa assustadora alusão a um tipo de silencio confortável, também pode ser notada a cada vez que uma banda se posiciona publicamente. Aconteceu com o Violator e com outras bandas. É só ir nos comentários e você irá ver diversas pessoas dizendo coisas como: “vocês não deviam misturar metal com política” , “nada a ver, metal não tem que ser de esquerda”, “não deviam usar palco pra fazer palanque” etc etc etc. Enfim, acredito que quem acompanha a cena metal já deve ter se deparado com comentários desse tipo.

Esses comentários são apenas uma forma suavizada de afirmar que as pessoas deveriam ficar caladas para não ofender os fãs que tem opinião política divergente, o que do meu ponto de vista é doentio.

Embora o metal realmente não seja um movimento de esquerda, ele nasceu e se ergueu em ideologias baseadas contra a extrema direita, contra todas as formas de privação da liberdade, contra todos os preconceitos ridículos da sociedade ocidental, a favor da anarquia, do direito de não ter religião, do direito ao satanismo, da liberdade sexual, da liberdade de expressão, da liberdade enfim.

Não existe nada que obrigue um fã de metal a ser de esquerda ou a ser anarquista. Ouvir uma banda não significa que ela deva simplesmente seguir a opinião dessa banda. Existem muitas pessoas que ouvem a música apenas por sua sonoridade e não se interessam nem um pouco pelo teor das letras que estão ouvindo. Isso é uma liberdade individual de cada um. Porém, é preciso coerência!

O mesmo metal que vocês dizem tanto que é liberdade não deveria se manifestar para não incomodar o seu tão estimado candidato? Como assim?

O metal não levanta a bandeira da esquerda mas tampouco nunca será de direita. Se você é de extrema direita  é uma livre escolha sua, mas é preciso entender que o metal nasceu e se consolidou contra tudo que essa ideologia representa. Gostem ou não, foi criticando a política e a religião e o senso comum que a maior parte das bandas fez sucesso. Sendo assim, criticar os músicos que se posicionam e afirmar que eles deveriam se calar nesse momento e não misturar posicionamento politico e música é muita contradição.

Cobrar silencio de uma banda de rock ou de metal parece ser um tipo de piada e mesmo assim vejo muitas bandas permanecerem caladas. Será medo de perder fãs? Será vontade de preservar a imagem da banda de possíveis polêmicas? Divergências entre os integrantes? O que leva uma banda de rock ou metal a ficar calada em momentos críticos como essa eleição? Será que esse silêncio é uma escolha ou uma mordaça psicológica?

Não que eu queira obrigar alguém a se manifestar. O direito a não se envolver é algo que deve ser preservado. Mas para mim é triste essa sensação, (muito forte sensação aliás) de que algumas pessoas estão simplesmente quietas por medo.

Esse silêncio que algumas pessoas querem das bandas, na minha opinião é uma posição covarde de quem quer ser livre pra viver o metal, curtir a liberdade, beber, farrear, ouvir música sobre putaria, fazer putaria e continuar votando na extrema direita em favor da "moral e dos bons costumes cristãos". Tudo sem ter que se questionar internamente sobre o que prega e o que vive. Isso já é assunto para uma outra postagem, aliás.

 Esse blog é escrito por uma pessoa que não quer viver sob um governo autoritário e que não acha normal que um país com diversas religiões tenha leis criadas para agradar uma bancada evangélica e hipócrita, que se acha no direito de palpitar sobre as liberdades individuais das pessoas.  O silencio não combina com o Quimeras, não combina com o rock’n roll nem com o metal. Aliás, apenas numa sociedade doentia se cobra que alguém fique em silêncio sobre questões políticas! 
Aqui, enquanto estivermos em uma democracia iremos nos manifestar sim, e aliás ELE NÃO, lógico que ELE não!

ps:
Essa semana vai rolar muitos shows e manifestos metal contra o fascismo, eu gostaria muito de poder estar em todos de coração!

youkai


segunda-feira, 12 de março de 2018

Bloco do Pink Floyd Pedralva MG

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Esse ano pela primeira vez tive a oportunidade de participar do tradicional bloco do Pink Floyd, que acontece na cidade mineira de Pedralva durante o carnaval. Esse ano o bloco completou 21 edições e passou a ter 3 dias de duração. O evento teve como tema os 50 anos do álbum "A saucerful of secrets" e a vinda de Roger Waters ao Brasil com a turnê Us + Them.

Estou a um bom tempo sem fazer resenhas, mas como posso dizer: é lindo! Simples assim!
O palco era muito bom, a acústica estava ótima e as bandas eram muito boas, o que compensou todo o cansaço e cada centavo do ingresso. Destaques para a New Beatles Brasil, banda de São Paulo que arrasou tocando músicas de várias fases da banda, e claro para Atom Pink Floyd tribute que encerrou o evento com um show sensacional!

Sobre o desfile, é realmente muito legal participar. Cara, ver um carnaval de rua parar para um bloco de roqueiros passar e ainda rolar músicas do Floyd no meio do carnaval é uma coisa linda de mais. E é uma grande prova de que o rock/metal tem força suficiente pra conquistar seu espaço e vencer preconceitos,  e que mesmo não tendo apoio da grande mídia, nós somos muitos e vão ter que nos engolir! Inclusive, seguindo a inspiração do Bloco do Pink Floyd, aos poucos vem surgindo por todo o país blocos de carnaval destinados ao público rock e heavy metal, e salvando o carnaval de muita gente. 

O festival oferece camping e estacionamento e eu vi muitas pessoas do camping  se aventurarem pelas estradas de terra indo para as cachoeiras (não cheguei a ir mas o pessoal do camping adorou). 
Obs: Se você é uma pessoa, que assim como eu, é fresca, enjoada ou simplesmente gosta de dormir confortavelmente pra ter disposição pra ver os shows no outro dia, eu sugiro que você alugue uma casa ou apartamento. No site do evento eles deixam contato de proprietários com quem você pode alugar desde um pequeno apartamento até casas maiores para a galera toda. É o que eu pretendo fazer quando voltar lá, por que sério, acampar e ir ver show até de madrugada no outro dia destrói muito. A não ser que você goste de desconforto, ai você vai amar tudo.

Por último mas não menos importante não posso deixar de dizer que o pessoal da cidade é muito simpático e recebe muito bem os turistas. 

Enfim, se o seu carnaval não foi legal esse ano, fica a dica pro ano que vem você se juntar a um monte de maluco de todo o país pra curtir o maior evento em homenagem ao Pink Floyd do Brasil.

Links:







by Emi


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O capítulo da minha vida sobre Linkin Park

Olá, quanto tempo!

Esse final de tarde de domingo me fez voltar a pensar muito em suicídio. Calma, desta vez não é sobre mim.

Hoje foi a primeira vez que li sobre o que aconteceu com Chester Bennington.

Todo esse tempo não cliquei em um único link sobre, e nem me pus a ouvir a banda novamente.
Estava ignorando como se não quisesse que isso fizesse parte do meu mundo...
Não, eu não amo a banda.
Eu nem a escutava mais.
Havia deixado para trás por ser justamente a minha banda de suicídio.

2002, 12 anos de idade... Eis me aqui com 27. E pela primeira vez na minha vida pensei que ela na verdade não é a minha banda de suicídio porque justamente estou aqui. De uma certa forma eu fui ajudada por ela, por eles, por ele (Chester). Me dando conta da tamanha distorção que tive em relação a banda e encarando que eu só fugi disso o tempo todo e não encarei verdadeiramente A Sombra é que resolvi escrever e mais do que isso, deixa-la aqui no Quimi, para quem quiser ler.
Eu estou nua e não me importo com seus julgamentos.

O Quimeras nunca foi um blog com linguagem formal, tão profissional e tal, sempre foi como um confessionário sobre o que sentimos em relação às bandas que amamos, o que suas melodias e letras nos faz pensar e as vivências que nos proporciona. O Link Park fez parte do "começo" no Rock e Metal de muita gente, e como pude comprovar, por mais que se passe um bom tempo sem ouvir, você ainda saberá as letras de cor. O bom da música é isso, ela é eterna. Ela significa e REsignifica na sua vida...

Com o ocorrido, não só com ele, mas também com o Chris Cornell, fica como reflexão, olhe para os lados, tem alguém ao redor travando essa batalha interna. Comece a enxergar, pelo menos tente.

Eu comecei esse texto mentindo.
Mentindo ao dizer que não seria sobre mim, mas foi e eu simplesmente não sei o que escrever mais.
Não faria a mínima diferença deixar uma biografia da banda aqui.
Li por aí que ele não deixou carta de despedida, pra mim é porque todas as suas músicas a são...
Justo hoje que eu escrevi uma carta, mas justamente uma carta para talvez impedir que alguém faça isso...


Hey, se você caiu por acaso aqui e sente que de uma certa forma isso serve pra você, lembre-se eu só quero que você continue tentando.



~ Harumi
  

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Voltando ao blog!


Devido a questões de tempo, e de outros compromissos que assumimos nos últimos meses, nós do Quimeras ficamos um período um tanto longo sem postar novidades por aqui.


No entanto, em conversas com a Harumi desde outubro do ano passado, nós já planejávamosmos voltar a postar, o que acabou sendo possível somente agora.
Embora muitos compromissos ainda nos impeçam de dar atenção especial ao "Quimi", estamos de volta, para tentar, dentro do possível, apoiar a cena, os festivais, as bandas autorais e falar um pouco sobre as bandas que crescemos ouvindo!
Nossos sinceros agradecimentos a todo pessoal que nos incentivou a voltar a escrever, e que disse que curtia o blog, estamos de volta! ;D

Youkai




quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Flash Post: Metal Solidário




Mais uma vez a cidade de Socorro, interior de São Paulo,
uni o gênero musical que mais amamos com solidariedade!

O Evento batizado de Metal Solidário - The Night of Chaos Synopsis, acontece neste sábado (2/11), a partir das 21:00 horas, no Clube XV de Agosto.
A atração principal é a banda de Death/Thrash Chaos Synopsis. Completam o cast as bandas NoiZZy, Degolate e Devouring Cadavers.

Não se esqueçam de levar 1kg de alimento não perecível!
Os alimentos arrecadados serão doados ao Lar Dom Bosco.


Para saber valor dos ingressos, censura e outras informações, deixamos o link do evento no Facebook:

https://www.facebook.com/events/1421532514728171/?fref=ts

    By Harumi

HellArise



Muitos aqui devem já devem ter ouvido falar da banda HellArise, surgida em 2009, que era composta somente por mulheres, que faziam um som entre o Death e o Thrash...

"Estamos abandonando o rótulo '100% Female Metal'" enfatiza Mirella Max, que continua "cansamos dessa imagem de "meninas que tocam metal". Sei que chama público e tudo mais, mas queremos focar na MÚSICA e numa publicidade mais fiel ao que realmente somos".

A HellArise de 2013, é mista. Na bateria Felippe Max, no baixo Kito Vallim, na guitarra Mirella Max e nos vocais Flávia Morniëtari.
Mirela e Flávia estão na banda desde sua origem, passaram por todas as fases, adquiriram experiência em palco e hoje mais do que nunca estão focadas em fazer a banda se firmar. As gravações para um EP previsto para ainda este ano começaram há pelo menos 4 meses atrás.
No ano passado lançaram o single More Mindless Violance. A composição é mais pesada, com um ótimo refrão e vem agradando o público antigo da banda e angariando novos fãs.
Esse EP tem o intuito de encerrar uma fase da banda, depois dele há planos para um disco completo.
E é para saber mais sobre o futuro da banda que preparei a entrevista abaixo:


Quimeras - Como tem sido todo o processo de gravação desse EP? Pretendem lançá-lo quando?
Mirella Max (guitarras) - Foi um processo muito divertido e proveitoso. Gravamos no Estúdio Pedrada, em São Paulo, e fizemos um pequeno "Making off" que pode ser conferido no nosso canal do Youtube.
O EP será lançado dia 31 de Outubro.

Quimeras - Atualmente vocês estão gravando um vídeo clipe, conte-nos um pouco do roteiro.
Flávia Morniëtari (vocal) - Bom, não tem historinha (risos). Além de mostrar a banda tocando, a ideia era fazer algo que fosse relacionado a violência. Então tivemos a ideia de filmas pessoas jogando paintball, correria, tiros e tal. Mas acabamos conhecendo um pessoal que joga airsoft e pelo perfil do jogo achamos que seria mais interessante, pois tem toda uma caracterização e tática militar. E as armas são muito legais.

Quimeras - Quais os assuntos têm despertado a criação das letras?
Flávia - Três palavras resumem: revolta, indignação e saco cheio! Na situação atual do país e do mundo, não tinha como sair dessa temática.

Quimeras - E sobre o full length que pretendem lançar, podem nos adiantar alguma coisa?
Mirella - Bom, no momento estamos 100% focados no lançamento do EP, mas pode ter certeza que já temos muitas ideias (algumas mais desenvolvidas, outras menos). Na verdade, a sonoridade do vindouro full length ainda é desconhecida até mesmo para nós, pois só agora acertamos a formação e certamente os membros mais novos trarão elementos diferentes para as músicas. Só posso adiantar que será pesado. (risos).

Quimeras - A banda existe desde 2009 e passou por muitas mudanças. Hoje como vocês definem a Hellarise?
Flávia - Uma banda que gosta de fazer barulho... Muito barulho!
Mirella - Pra mim, a HellArise hoje pode ser definida como uma banda muito unida, que se diverte pra caralho e gosta demais de fazer música.Conseguimos resgatar a essência do que é ter uma banda, que é basicamente fazer música e se divertir. Claro que nunca deixando a busca pela qualidade de lado... Ah, e eu falei do barulho?!


Quimeras - Podemos esperar por muitos shows em 2014?
Flávia - Sim, com certeza! Depois do lançamento do EP queremos fazer o maior número de shows possível pra divulgar o material novo! Inclusive, caso alguém tenha interesse em levar a HellArise para tocar, só entrar em contato pelo e-mail: booking@hellarise.com    

Quimeras - Agradeço muito a entrevista e deixo aqui espaço aberto para vocês:
Mirella - Agradeço pelo espaço cedido, e agradeço também aos fãs que têm nos apoiado e acompanhado nesses últimos anos. E não se esqueçam: dia 31 de Outubro tem material novo, hein!
Flávia - Vocês podem acompanhar a banda através das nossas redes sociais que estão todas linkadas em nosso site: www.hellarise.com
Lembrando que logo tem coisa nova no ar e que vocês podem baixar o nosso single de forma gratuita pela página da banda no Facebook.




O EP sairá sob o título "Functional Disorder" agora dia 31 de Outubro,
a arte da capa está maravilhosa e foi desenvolvida pela artista Vivian Mota da Rabiscorama.
Estamos todos em contagem regressiva e espero ver a banda se apresentando
aqui no Sul de Minas em breve!



More Mindless Violence:

   By Harumi

domingo, 23 de junho de 2013

Armoured Angel



Formada no ano de 1982, na cidade de Camberra (Austrália), o Armoured Angel é uma banda de Thrash/Death que infelizmente já finalizou suas atividades, mas que deixou um material bem legal ao longo da carreira.
Inicialmente nomeada de Metal Asylum pelos fundadores Glen "Lucy" Luck (baixo) e Rowan Powell (vocal),a  banda mudou de nome para Armoured Angel e completou a formação com o baterista Dave Davis e com o guitarrista Tony Sheaffe. Com essa formação gravaram a primeira demo "Baptism in Blood" em 1985, e após algumas mudanças de formação gravaram também as demos "Wings of Death" (1989) e "Comunion" (1991), estabilizando  com Lucy no baixo, Joel Green (bateria e vocal) e Matt Green na guitarra.
A partir de 1991, a banda começou a organizar o festival Metal for the Brain, atualmente um dos mais expressivos festivais de heavy metal da Austrália.
A iniciativa do festival partiu de Joel Green que empenhou-se em levantar fundos para a recuperação de uma amigo que após ser espancado em um assalto havia sofrido danos cerebrais muito graves. A banda participou da organização do festival até 1996, quando a produção do festival começou a ser feita pela Alchemist.


Em 1992 a banda lançou seu debut Stigmartyr, em EP, em que a banda apostou mais em elementos de Death metal, deixando um pouco do thrash para trás. Em 1993 a banda participou do festival Big Day Out, em Sydney, onde tocou ao lado de Carcass e Bolt Thrower .



O segundo EP da banda, Mysterium de 1994, não chegou a ser lançado.
Com um som mais voltado para o death metal, a banda chegou a lançar quatro músicas em forma de pré-lançamento, mas com a separação da banda o lançamento foi adiado.


Lucy remontou a banda em 1998, com o vocalista e guitarrista Yuri Ward e com o batesita Steven Luff, e com essa formação lançaram Angel of the Sixth Order em 1999. Nesse álbum a banda voltou um pouco para as suas raízes no thrash metal, mas ainda com um som predominantemente death. O álbum porém foi mal produzido A banda saiu em uma curta turnê, mas não conseguiu alcançar o mesmo sucesso anterior se separando logo em seguida. 

Em meados de 2007 houveram alguns boatos sobre um retorno da banda, mas acabou não sendo confirmado. 




By Youkai


myspace da banda:






segunda-feira, 25 de março de 2013

Flash Post: Lycans



Recentemente tive uma boa surpresa ao conhecer a banda paulistana de Heavy/Thrash Metal Lycans.
Formada  em 2005 a banda lançou em 2011 sua terceira demo "Creatures of The Night".

As músicas do Lycans tem uma excelente combinação entre peso e melodia, e eu não podia deixar de compartilhar uma demo tão legal com vocês aqui no Quimeras:


 

A formação atual da banda conta com Eloi (vocal), Michel (guitarra), Black (guitarra), Leandro (baixo) e Boi (bateria)


By Youkai


Confira a demo em:



quarta-feira, 20 de março de 2013

The 3rd and the Mortal

Recentemente li uma matérias sobre as principais influências musicais de Tuomas Holopainen, e dentre as bandas que ele cita como grandes influencias do Nightwish era o The 3rd and the Mortal.
Fiquei curiosa e acabei descobrindo que além de influenciar o Nightwish, essa banda também é citada como uma das influencias do Agalloch, outra banda que eu também admiro muito, isso só fez minha curiosidade por eles crescer ainda mais. A banda inspirou também bandas como The Gathering e Following Tears

Formada em 1992 na Noruega, o The 3rd and the Mortal pratica um som bem sentimental e atmosférico, calcado no Doom metal, foram uma das primeiras bandas a contrastar vocais femininos com guitarras pesadas. 

A primeira formação contava com Rune Hoemsnes (bateria), Finn Olav Holthe (guitarra e teclados), Geir Nilssen (guitarra e teclado), Trond Engum (Guitarra) e Kari Rueslåtten (vocal). e Bernt Rundebergt (baixo)

A primeira gravação foi lançada em 1993, uma demo autointitulada contendo três faixas, que foi seguida pelo Ep Sorrow, lançado em 1994, contendo quatro faixas, sendo uma em norueguês e as restantes em inglês.
Ainda no ano de 1994 lançaram o primeiro álbum, Tears Laid in Earth, que até hoje é o CD mais popular entre os fãs de Doom metal.


Nesse mesmo ano a vocalista Kari sai da banda para se dedicar a música folk e para seu lugar é chamada Ann-Mari Edvardsen, que também era tecladista. 
Os vocais de Ann-Mari eram mais líricos e experimentais que os de Kari.
A partir dessa época a banda também incorporou mais elementos de Jazz e outros sons experimentais e as guitarras foram ficando menos pesadas.


Com Ann-Mari foram gravados o Ep Nightsaw (1995), o álbum Paiting on Glass (1996), o Ep Stream (1996) e o álbum In This Room (1997).
Após a gravação de In This Room Ann-Mari deixa o grupo para se dedicar aos estudos e a banda decide seguir sem vocalista desde então.


The 3rd And The Mortal - Painting On Glass - 1996



Após um longo hiato, apenas em 2002 a banda lança um novo álbum, o mais experimental de todos lançados pela banda, Memoirs, no qual a banda conta com a participação de vocalistas convidados e pela primeira vez apresenta algumas músicas  com vocais masculinos. Nesse álbum a banda realmente ousa, incluindo elementos que vão de Jazz, música eletrônica e até Hip Hop  
(sim sim, os trabalhos antigos são muito mais legais).


Logo após Memoirs a banda lança a compilação EP's and Rarities. Contendo faixas raras dos Eps. Também é lançado um álbum ao vivo: Project Bluebook: a decade of endeavour, com faixas que foram gravadas durantes várias turnês.


a formação atual da banda conta com Finn Olav, Trond Engum, Geir Nilsen, Frank Stavem (baixo) e Rune Hoemsnes.

Mesmo um tanto afastados do metal ultimamente (apesar que a intenção da banda sempre foi experimentar sem se prender a estilos mesmo...) o The 3rd and Mortal deixou boas influências para o metal que conhecemos, e ainda torço para que a banda volte a experimentar sonoridades mais próximas ao metal..





Mais Fotos:




By Youkai